日本の文学賞

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Freshwater

アザーワイズ賞

Freshwater

Akwaeke Emezi

Akwaeke Emezi の『Freshwater』は、ナイジェリアに生まれアメリカへ渡る Ada の内部に複数の自己が立ち上がっていく過程を、イボの霊的世界観と自伝的フィクションの手触りで描くデビュー長編。アイデンティティ、身体、精神、信仰の境界を揺さぶる作品である。

複数の自己イボの霊性身体と精神クィアな自己認識自伝的フィクション

作品情報

ひとつの身体に宿る複数の声が、自己とは何かを根底から問い直す。

『Freshwater』は、Akwaeke Emezi の成人向けデビュー長編で、Grove Press から二〇一八年に刊行された。主人公 Ada は、幼いころから家族を不安にさせるほど激しい感情を抱え、やがて内側に複数の存在を感じるようになる。大学進学でアメリカへ渡った後、傷つきやすい身体と精神はさらに裂け、保護的であり破壊的でもある声が彼女の人生を動かしていく。Otherwise Award 公式発表では、二〇一九年の受賞作として本作が明記されている。

レビュー要約

  • 詩的で挑戦的な語り口と、精神の痛みを霊的な語彙で捉え直す大胆さが高く評価されている。読者によっては不穏で要求度の高い構成だが、その異質さこそが作品の強度になっている。

書籍情報

出版社
Grove Press
発売日
2018-02-13
ページ数
240ページ
言語
英語
サイズ
13.97 x 2.54 x 22.86 cm
ISBN-13
9780802127358
ISBN-10
0802127355
価格
1600 JPY
カテゴリ
洋書/Gay & Lesbian/Literature & Fiction/Fiction/Gay

A National Book Foundation “5 Under 35” Honoree Finalist for the PEN/Hemingway Award for a Debut Novel Shortlisted for the Center for Fiction First Novel Prize A New York Times Notable Book The astonishing debut novel from the acclaimed bestselling author of The Death of Vivek Oji , You Made a Fool of Death with Your Beauty , and Pet. Freshwater tells the story of Ada, an unusual child who is a source of deep concern to her southern Nigerian family. Young Ada is troubled, prone to violent fits. Born “with one foot on the other side,” she begins to develop separate selves within her as she grows into adulthood. And when she travels to America for college, a traumatic event on campus crystallizes the selves into something powerful and potentially dangerous, making Ada fade into the background of her own mind as these alters—now protective, now hedonistic—move into control. Written with stylistic brilliance and based in the author’s realities, Freshwater dazzles with ferocious energy and serpentine grace.

Akwaeke Emezi is an Igbo and Tamil writer and artist based in liminal spaces. Born and raised in Nigeria, they received their MPA from New York University and was awarded a 2015 Miles Morland Writing Scholarship. They won the 2017 Commonwealth Short Story Prize for Africa. Their work has been published in various literary magazines, including Granta . Freshwater is their debut novel.

レビュー

  • A stunning debut novel

    Dreamlike, with compelling, lyrical prose and rooted in Igbo mythology, Freshwater is the most beautiful and unique book that I have read this year. Abstract and often disturbing, Freshwater was a truly enthralling experience. This book is partially a memoir that dips its toe in dark fantasy; exploring the author's experiences of gender identity, sexual violence and mental illness.

  • Powerful food for thought

    The author offers a really new perspective on mental heath issues, it can be illuminating for those who have suffered from similar conditions. The language used evokes all the power of emotional struggles. It's like a journey through the self/selves.

  • Love it

    Loving the book

  • Libro defectuoso.

    Las hojas del libro venían mal cortadas, no sé si me mandaron un libro defectuoso o así estén todos, pero no creo que esto sea normal.

  • A beleza na dificuldade

    Por diversos motivos, FRESHWATER não é um romance fácil de se ler – tanto na forma, quanto no conteúdo, exige paciência e perseverança. Mas irá recompensar de maneira equivalente quem se arriscar a seguir até o fim. Há algo da trajetória da própria autora, Akwaeke Emezi, mas também a transfiguração em ficcionalidade de sua vida. A protagonista é Ada, uma nigeriana ogbanje de etnia Igbo. Os termos, ao longo da narrativa, serão importantes na construção da identidade da personagem. Algumas culturas, como a autora explica, consideram que algumas crianças nascem “com o pé no outro mundo”. Na língua igbo, ogbanje significa “crianças que vêm e vão”, e espíritos malignos estarão presentes na família a não ser que essa criança seja mutilada para que o espírito não queria voltar a esse corpo. Emezi, como contou num ensaio para a The Cut, passa por um processo de transição de gênero – já removeu seus seios e órgãos reprodutivos. Elementos como esse aparecem na narrativa ficcional de Freshwater, mas a autora vai além de um romance calcado em sua experiência, e com uma prosa lírica – no começo difícil de seguir, mas depois bem fluida – acompanha a jornada de Ada que precisa aprender a conviver com os diversos espíritos e vozes que existem dentro dela. Possivelmente, a psicologia iria diagnosticar Ada com múltiplas personalidades, e cada uma das figuras interiores dela duelam pela hegemonia de seu corpo e mente – algumas com mais força do que as outras. A mais marcante é Asughara, que vem à tona depois que a protagonista sobre um estupro na universidade, na Virginia. Asughara é uma força da natureza que transforma Ada, faz a moça cortar o cabelo e se tornar uma espécie de predadora sexual. Outra voz forte é a de Saint Vincent, mais dócil e poético, que prefere habitar os sonhos de Ada. A prosa poética, quase etérea, no entanto, não impede a autora de investigar questões extremamente reais e palpáveis como distúrbios psicológicos e emocionais a que a personagem enfrenta – desde problemas para comer, até automutilação, depressão, suicídio. Ao colocar uma nigeriana ao centro da ação, enfrentando todas essas questões, Emezi subverte o paradigma que apenas jovens brancas e de classe média passam por isso. As diversas vozes que duelam – alguns capítulos são narrados em primeira pessoa do plural, aliás – são interiores de Ada, e dão a dimensão de seu sofrimento, suas dores, mas também de sua beleza. A narrativa-central é a luta – nem sempre bem sucedida – de domar essas fozes e as convergir em um único ser: ela mesma. É uma batalha, na qual a autora também se joga com sua narrativa. É uma escolha audaciosa, e o resultado é marcante e comovente. Exige de seu leitor/sua leitora, mas, por outro lado, a percepção de algumas questões que Freshwater traz é fresca, para usar parte do título, e joga luz sobre problemas do presente, num mundo em que as subjetividades estão cada vez mais esfaceladas.

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